3 sinais indicativos de doenças cardíacas que você pode observar em casa

7 fevereiro, 2020

Algumas vezes, basta um simples olhar para diagnosticarmos condições clínicas importantes. 

Nesse sentido, vale muito a formação e experiência do médico.

A verdadeira medicina está nos detalhes!

Familiarize-se com algumas dessas alterações abaixo:


1) Sinal de Frank: Prega diagonal nas orelhas, descrita pela primeira vez em 1973 por Dr. Sanders T. Frank, como um marcador de doenças das coronárias. Esta alteração faz parte de uma coleção de sinais dermatológicos  que poderiam auxiliar no diagnóstico precoce de doenças cardíacas (ver abaixo xantelasma). O embasamento teórico utilizado por Frank decorre de um estudo em que se verificou que 95% dos pacientes com tal prega apresentavam um ou mais fatores de risco para coronariopatias, incluindo tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, síndrome metabólica, dietas ricas em colesterol, gorduras saturadas e sódio e, pobres em fibras evitaminas. O sinal de Frank é mais específico e sensível para coronariopatias em pessoas mais jovens, já que à medida que o indivíduo envelhece ocorre enrugamento progressivo da pele, com maior probabilidade do surgimento de pregas cutâneas no rosto, pescoço e orelhas.

Fonte: RODRÍGUEZ-LÓPEZ, Claudia et al. Earlobe Crease Shapes and Cardiovascular Events. The American Journal of Cardiology, v. 116, n. 2, p. 286-293, 2015.


2) Estase jugular: A veia jugular externa ingurgitada pode ser observada com o paciente a 30 ou 45 graus de decubito, ou seja, quase sentado. Como normalmente não observamos esta estrutura anatômica, o fato de estar visível à inspeção do paciente traduz uma dificuldade do coração direito (atrio e ventriculo direitos) de bombear o sangue em direção aos pulmões ou ainda um retorno de sangue do pulmão, que já está cheio de liquido, devido às camaras esquerdas estarem muito fracas. Cabe ao médico diferenciar entre insuficiência cardíaca direita ou esquerda e indicar o tratamento adequado. Ainda, a insuficiencia cardíaca do lado direito pode ser causada por problemas pulmonares, como bronquite ou enfisema graves e embolia pulmonar crônica. As possibilidades diagnósticas são imensas! Tomografia, ecocardiograma, cateterismo, exames de sangue muito específicos são recursos que ajudam a identificar a causa do problema. Mas, interessante o fato de tudo começar com um simples olhar, talvez até mesmo pelo próprio paciente ou seus familiares.

Fonte: Accorsi, Tarso Augusto Duenhas; Tarasoutchi, Flávio. Semiologia Cardiovascular. In: Martins, Mílton de Arruda; Carrilho, Flair José; Alves, Venâncio Avancini Ferreira; Castilho, Euclides Ayres de; Cerri, Giovanni Guido (eds). Clínica Médica [2ed. ampl. rev.], v.2: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergênciais e terapia intensiva. BARUERI: Manole, 2016. p.6-43.


3) Xantelasma: São placas e lesões planas e amareladas encontradas nos olhos, principalmente nas pálpebras, geralmente de forma simétrica. A presença do xantelasma não é contagiosa, já que trata-se de uma resposta do organismo à maior quantidade de colesterol circulante, e é mais frequente em adultos que possuem dislipidemia, ou seja, colesterol alto.  A presença de altos níveis de LDL (o chamado colesterol "ruim") é a principal alteração implicada na presença de xantelasma. Existem outras formas de depósito de gordura na pele, inclusive em tendões, chamadas de xantomas, mas estas podem passar mais desapercebidas. Importante lembrar que fazem quase 40 anos que sabemos que altos níveis de colesterol são diretamente relacionados com maior incidência de infarto, derrame cerebral, insuficiência cardíaca e óbito. Ah, em relação à visão, apesar de não causar risco, o xantelasma pode causar incômodo, por isso oftalmologistas podem sugerir a remoção do xantelasma, que é feita por meio de cirurgia ou por meio de técnicas que destroem a lesão,com ácidos, laser ou eletrocoagulação.

Fonte: Faludi AA, Izar MCO, Saraiva JFK, et al. Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017. Arq Bras Cardiol 2017; 109(2Supl.1):1-76.


 

Promessas fáceis, ganhos impossíveis - O desafio da Boa Medicina.

21 janeiro, 2020

Viralizou recentemente vídeo que circulou no WhatsApp e em outras redes sociais, em que um método supostamente revolucionário diz em tempo real qual o vírus que está acometendo a via aérea do paciente e provocando sintomas bastante triviais: coriza, obstrução nasal e dor de cabeça. O processo todo, seria conhecido como "biofeedback". 

O tratamento, direcionado com substâncias específicas para o vírus encontrado, proporcionariam alívio e cura IMEDIATOS!

O alarde ocorreu pois o fato foi reproduzido por uma celebridade das mídias sociais, e muitas duvidas foram dirigidas a mim e outros colegas médicos sobre a veracidade do tal método e a suposta "cura imediata" para algo que os médicos tem tanta dificuldade em ajudar seus pacientes: Nunca houve medicação que curasse gripe ou resfriado! Quanto mais, identificar o tipo do vírus em minutos, de maneira não invasiva e sem teste algum.

Minha formação em Clínica Médica e Cardiologia foi realizada em Instituições nos quais se pratica a medicina tradicional: Hospital das Clínicas e Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP.

Nossa prática, minha e de meus colegas que encaminho pacientes e dos quais recebo casos, deriva da Medicina Baseada em Evidências (MBE), ciência que exclui o empirismo ("minha experiência pessoal mostra que..." , "eu faço assim porque é assim que aprendi e não sei jeito diferente", "prescrevo apenas o que gosto"), e só propõe recomendação de conduta a partir de evidências dispostas em estudos científicos, principalmente grandes trials e estudos randomizados. 

Nossa opinião: 

- A medicina tradicional praticada em São Paulo é a melhor do Brasil. As instituições hospitalares são as melhores do país e algumas batem de frente com as melhores instituições hospitalares a nível mundial.

- Estamos em uma era em que é possível obter comprovação científica de benefício clínico de qualquer medicação ou intervenção - e isso inclui o melzinho com própolis para gripe (sim, existe comprovação científica de eficácia), bem como temos a capacidade de excluir a necessidade de qualquer terapia adicional por ausência de benefício ou aumento de custo para o paciente e para o sistema.

Terapias podem, e devem, ser complementares, como Atividade física supervisionada, Homeopatia, Acupuntura,  Pilates, Psicoterapia, Dietas com base fisiológica, Suplementação de vitaminas quando há evidência de benefício clínico para tal. O médico que vos fala também faz uso da medicina tradicional e de terapias complementares, quando necessário.

Enfim, nunca podemos substituir os tratamentos comprovadamente eficazes por recomendações empíricas, opiniões duvidosas e promessas de retorno fantástico sem esforço - ("se você usar esse suplemento/manipulado, vai poder suspender todas as medicações que faz uso")

Frente a isso, recomenda-se: Procurar opiniões de profissionais de saúde (médicos, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos, etc) bem formados e bem alinhados com a melhor prática de evidência científica.

Promessas de retornos espetaculares com terapia x ou y, ou de perda de tantos quilos com a mais nova dieta, ou ainda alarmes proféticos sobre medicações já há decadas consolidadas na medicina, devem ligar o alarme.

Procure:

1) A formação do profissional em questão - faculdade, residência médica, especializações - foi uma instituição conceituada ou um curso "pague e pegue"?

2) Registro no CRM das especialidades anunciadas - O conhecimento propagandeado condiz com registro profissional existente? Não é raro nos iludirmos.

3) Roger Scruton tem uma frase célebre: "O homem que diz que a verdade não existe está te pedindo para que não acredite nele. Então, não  acredite". Tradução: Se você ouviu falar que determinado medicamento ou procedimento fazem mal, mas você sai com uma receita imensa de suplementos carissimos para tomar, além da promessa que só através de tal método de dieta/emagrecimento você será saudável, desconfie, e cuidado.

 

A década 2020 - Estou livre de ter doença cardíaca?

13 janeiro, 2020
Ora, se, de acordo com os fatores de risco clássicos, que já apresentamos, quem não se encaixa no perfil acima está livre, certo?

Se o mundo fosse estático, e o corpo humano imutável, aquele estudo da década de 1970 teria resolvido todos os nossos problemas em relação a Cardiologia. Estariamos livres de todos os problemas com aspirina e estatinas (remédio para colesterol).

Hoje, estamos conectados o tempo todo sem necessariamente estarmos acompanhados. Para que esse salto digital acontecesse, o homem teve que se aglomerar em grandes megalopoles e viver cada vez mais estressado, dormindo menos e pior.

Percebeu o ciclo vicioso?
Mais estresse
Mais poluição
Sono ficou pior
Aumentou incidência de depressão e transtornos ansiosos!

Acredite se quiser - a poluição do ar é um dos novos fatores de risco cardiovasculares. O American Cancer Society Cancer Prevention Study II, com mais de 450 mil pacientes em registro, verificou risco 20% de doença cardiovascular em áreas com concentração aumentada de matéria particulada - devido a trânsito intenso e área industrial situada perto às cidades - A cidade de São Paulo tem exatamente este perfil. 

Outra constatação recente diz respeito a saúde mental, cada vez mais preocupante. Depressão e ansiedade estão ligadas a aumento de infarto e morte súbita (estudo INTERHEART). Outro estudo com mulheres acima de 50 anos detectou aumento de mais de 50% do risco de morte por causa cardíaca naquelas que apresentavam depressão no inicio do acompanhamento. Os dados são alarmantes.

Por fim, a qualidade do sono. Já se sabe que a apnéia do sono é cada vez mais associada ao aparecimento de hipertensão, sendo obrigatorio saber se o paciente hipertenso tem historico de ronco com apnéia a noite. Agora, devemos valorizar ainda mais o questionário de sono pensando até mesmo em evento cardiaco - infarto e morte. Estudo com mais de 400.000 pacientes publicado na revista mais relevante de Cardiologia do mundo descreveu risco 20% maior de infarto em pessoas que dormiam apenas 6h, comparados com aqueles que dormiam 9h, ajustado para risco genético de doença coronariana. 

O que foi exposto acima é, no mínimo, interessante, e demanda maior investigação. Porém, faz todo o sentido em nossa sociedade da década de 2020, conectada, ansiosa e com problemas para dormir. 
Vale a pena marcar aquele check-up e cuidar da saúde, pois a era dos fatores de risco "invisíveis" veio para ficar...

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Fontes: 

Jerrett M, Burnett RT, Pope CA 3rd, et al. Long-term ozone exposure and mortality. N Engl J Med. 2009;360(11):1085. 

Graham N, Ward J, Mackay D, Pell JP, Cavanagh J, Padmanabhan S, Smith DJ. Impact of major depression on cardiovascular outcomes for individuals with hypertension: prospective survival analysis in UK Biobank. BMJ Open 2019;9:e024433.

Daghlas I, Dashti HS, Lane J, Aragam KG, Rutter MK, Saxena R, Vetter C. Sleep duration and myocardial infarction. J Am Coll Cardiol 2019;74:1304–1314.

Rosengren A, Hawken S, Ounpuu S, et al. Association of psychosocial risk factors with risk of acute myocardial infarction in 11119 cases and 13648 controls from 52 countries (the INTERHEART study): case-control study. Lancet. 2004;364(9438):953. 
 

Doença cardíaca - para quem quer ou para quem pode?

13 janeiro, 2020

Os fatores de risco cardiovascular e sua importância


Dados da ultima diretriz de doença coronariana estimam que metade dos homens e um terço das mulheres terão algum evento cardiovascular na vida - doença coronariana, infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, aneurisma de aorta, obstrução arterial em membros inferiores e até morte súbita. É muita gente, muito evento grave! 

Não à toa, cardiologia é uma das especialidades médicas mais valorizadas e, frequentemente, o cardiologista é o clínico ou o médico da família. 

Os fatores de risco para desenvolver doença cardíaca são bem conhecidos. Os dados advém de estudo iniciado na década de 70 na pequena cidade de Framingham, Massachussets, EUA, devido a uma pecularidade da cidade: quase ninguém novo ia viver na cidade e ningúem saía para viver em outro lugar.

Ainda hoje, a cidade possui apenas 70 mil habitantes.

O local perfeito para estudar uma população estavel por anos...

Ficou estabelecido, após quase 3 décadas, que doença cardíaca aparecia mais em homens, acima de 45 anos, com hipertensão, sobrepeso, diabetes, colesterol alto, fumantes, com historico familiar, que não praticavam atividade física, e ainda viu-se que aumento da circunferência abdominal e doença crônica nos rins poderiam contribuir para um futuro com infarto ou outras circunstâncias desagradáveis.

Mas tem um problema. O mundo na década de 1970 já não existe mais e aqueles adultos de antigamente tiveram filhos e netos que estão vivendo em um novo mundo, com novos problemas e novos desafios.

Exercicio mental: Em 1970, o Brasil tinha 90 milhões de habitantes e era tricampeão mundial. Agora, temos mais de 200 milhões e somos pentacampeões mundiais de futebol. 

A China era a 5a economia do mundo enquanto a União Soviética disputava o primeiro lugar com os EUA. Hoje, os países trocaram de lugar no ranking econômico, e a população deste país cresceu de 800 milhoes em 1970 para 1.3 bilhao em 2017. Ah, a população mundial cresceu de 3.6 bilhões para mais de 7.7 bilhões em 2019, mais que o dobro. 

Por que a importância disso?

Estamos em um mundo novo, e quem não se atentar para os novos fatores de risco para doenças cardíacas corre o risco de ter surpresas. 

Quais são esses fatores de risco novos?

Eles estão sendo levados em conta na sua avaliação?

Vamos continuar o papo?

 

O real propósito médico

7 janeiro, 2020

A medicina e a vida nos dão lições diariamente; cada paciente é único.

A doença pode se comportar de maneira semelhante e estar descrita, mas a angústia dos pacientes não está na literatura:

Vou poder continuar praticando esportes?

Tenho que mudar de emprego?

Meus filhos podem ter o mesmo problema que eu ?

Existe alguma alternativa para não tomar este remédio que me dá efeitos colaterais?

Para termos sucesso na relação médico-paciente, o profissional da saúde precisa ter humildade de aprender diariamente com cada caso e cada história de vida.

As informações estão aí: No Google, Twitter, Instagram. Parece que todos tem a receita para tudo. 

Logo, a inteligência artificial dará diagnósticos melhores que nós, médicos.

Qual nosso propósito?

Por que não ler como se tratar na internet e evitar uma consulta?

Está na hora de passar com um médico que ofereça uma relação estreita com seus pacientes e trate do indivíduo, e não da doença.


Converse conosco.

 

Prevenir ou remediar?

7 janeiro, 2020

Hoje em dia, compreende-se por medicina de ponta a prevenção de doenças antes que os sintomas ou um evento catastrofico apareçam.

Não há justificativa para não detectarmos o paciente com maior risco de doença cardíaca, como infarto ou arritmias, até mesmo morte súbita, e não estabelecermos medidas preventivas para tal.

Recursos como tomografia, ressonância, ecocardiograma e testes bioquimicos estão aí para minimizarmos os riscos de problemas graves no futuro.

Essa proposta só vai virar realidade quando a mentalidade da população for preventiva.

Estamos ainda muito acostumados a só valorizar a saúde apos um evento grave na familia ou com nós mesmos.

Faça um check-up.

Converse conosco.

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Adendo: Abaixo, capitulo escrito pelo Dr. Marcelo Bettega engloba os principais aspectos de prevenção em cardiologia junto com equipe especializada do InCor - Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP,  principal centro formador em Cardiologia do Brasil.

Segue link: https://amzn.to/36y7mC5 (capitulo 17)



 

Saúde mental e coração

7 janeiro, 2020

Devemos valorizar as emoções positivas.

Isso é ponto importante da nossa abordagem em relação a como encaramos as doenças cardiologicas.

Estudo realizado em Harvard mostra associação relevante entre saúde cardíaca e... Gratidão!

Pessoas que expressam o sentimento mais vezes na semana mostram redução de marcadores de doença cardíaca e menos sintomas cardíacos.

Além disso, há aumento da expressão do chamado "hormônio da juventude".

Nossa proposta é que a saúde e o sucesso no tratamento começa na maneira como encaramos os problemas.

Nós sabemos que passar em consulta médica e falar de sintomas, problemas, doenças, não é o melhor dos programas.

Mas sabemos que ter saúde emocional forte, saber lidar com as adversidades dos sintomas e uso das medicações, controlar bem a pressão, diabetes, manter boa a função cardíaca e poder dormir tranquilo com a cabeça no travesseiro sabendo que é possível enfrentar as pressões do mundo competitivo, não tem preço.

Junte a boa prática de saúde mental forte e acompanhamento cardiológico de qualidade.

Cheque aqui as conclusões do estudo original: whartonhealthcare.org/discovering_the_health


 

Prolapso/Insuficiência Mitral

7 janeiro, 2020

Uma das queixas mais comuns em cardiologia é o achado de prolapso da valva mitral em ecocardiograma realizado de rotina, como exame pré-operatório ou no processo de avaliação para atividade física.

O problema está presente em 10-20% da população e requer alguns cuidados.

Dentre eles, a necessidade de profilaxia com antibiotico antes de procedimentos invasivos, em casos selecionados, para evitar endocardite, uma infecção dentro do coração.

Também é necessário monitorar a função do coração, pois pode haver progressão para insuficiência cardíaca, arritmias e morte súbita.

Procure um cardiologista bem formado e avalie seu coração da melhora forma possível.


 

Estenose aórtica valvar

7 janeiro, 2020

A estenose aórtica é a doença das valvas cardíacas mais discutida atualmente e consiste em dificuldade na abertura da valva quando o coração ejeta sangue para o organismo.

Consequentemente, é menor o fluxo sanguíneo e os sintomas podem ocorrer na seguinte ordem: falta de ar, dor no peito e desmaios.

A simples presença do primeiro sintomas já confere uma sobrevida média de 5 anos. Quando ocorre desmaio por conta da estenose aórtica, estima-se que a sobrevida seja de 2 anos. Problema gravíssimo.

Dica: Nem toda dor no peito é problema nas coronárias. Pode ser algo nas valvas cardíacas, o que cada vez é mais comum.

O problema está aumentando na população, uma vez que os fatores de risco são os mesmos que as da doença coronária: idade, hipertensão, colesterol alto, diabetes, histórico familiar e fatores genéticos...

O diagnóstico nem sempre é simples e envolve uma boa ausculta feita por alguém experiente.

Nem sempre os "sons do coração" são uma sinfonia agradável...

Não fique na dúvida, passe com um bom cardiologista!


 

Consulta Cardiológica Ideal

7 janeiro, 2020

A consulta ideal é aquela em que existe empatia do médico para com o paciente e este confia no médico como alguem que "joga do mesmo lado" e não alguém que irá fazer juízo de valor ou estará do outro lado da mesa para repreender e cobrar.

É perfeitamente compreensível que nosso estilo de vida atual leve a problemas de saúde, dos quais nem mesmo os médicos estão livres: sobrepeso, hipertensão, estresse, ansiedade, diabetes, tensões na família ou na carreira...

O século XXI demanda outro tipo de atenção ao paciente: A relação horizontal, e não vertical. Atendimento humanizado.

Humanização do atendimento consiste em três pilares:

1- Respeito a seu tempo, sem atrasos.

2- Historico detalhado pessoal e familiar, com consultas adequadas à sua necessidade.

3- Construção de relação de confiança, com disponibilização de acesso ao médico mesmo a distância.


A importância reside no fato de que a principal causa de mortalidade no Brasil advém de doenças cardíacas.

Escolha um bom cardiologista e distancie-se das doenças mais comuns, como infarto e derrame, para poder viver mais e melhor ao lado de quem você ama.

Agende sua consulta.

 

Hipertensão Arterial

7 janeiro, 2020

Dados mais recentes estimam que até 1/3 dos Brasileiros são hipertensos.

De todos os hipertensos estimados na população, 1 a cada 4 pessoas não faz idéia que é portador de uma doença que mata silenciosamente!

A doença pode levar ao derrame cerebral, infarto agudo do miocárdio e morte súbita.

O diagnóstico não é tão simples, e envolve medidas de pressão ao longo de 2 consultas. Além disso, a causa do problema pode estar em outros órgãos: doenças na tireoide, rins, adrenal e até na aorta podem ser responsáveis pela hipertensão arterial..

Por fim, o bom manejo não é comum: Estima-se que só 10 -35% dos hipertensos sejam bem tratados..

Procure um bom cardiologista para se prevenir e tratar-se da melhor maneira possível.


Fonte: 7a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial